27 de fev de 2015

A opinião alheia

Você costuma pensar sobre o que os outros acham ou acharão? Bem, quase sem exceção somos assim. 

Uns mais, outros menos, mas é difícil encontrar alguém que não seja de modo algum afetado pela imposição dos outros.

Tal imposição é sutil: pode ser disfarçada como normal, quando se trata de pai e mãe - família, em geral. Contudo, acontece em muito mais casos.

Nós nos importamos demais com a opinião alheia. 

Aqui, não estou falando de tolerância. Estou falando do quanto deixamos de viver - ou, ainda, de viver sem culpa e mais transtornos - por nos importamos demais com o que os outros irão pensar ou pensam.

Acontece muito na juventude, por exemplo. Se você não ceder a alguns padrões, como o de drogas, não vai ser bem aceito em determinados círculos de pessoas. Passará como chato, careta, certinho, etc.

Em outras palavras, vergonha. Vergonha de ser como realmente você é.

Consideramos, e aprendemos assim, que como somos não está certo. Devemos ser como todos são, seguir as mesmas regras, costumes e jeitos. 

Se fugimos do padrão, somos esquisitos, estranhos (etc. de novo).

Coexistindo com o discurso de ''somos todos diferentes'' e ''somos todos iguais'', em verdade, as pessoas em geral possuem dificuldade para aceitar o que para elas é diferente.

Os homens julgam, mas todo o julgamento humano está imergido em ilusões e meias verdades.

Então seja você mesmo. Sem vergonha. 

Lembre-se que, sobretudo, você pode e deve viver com autenticidade, respeitando a si mesmo e aos outros, cada um com o seu tempo de evolução e bagagens de erros e acertos.

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