23 de jan de 2015

Mulheres oprimidas

Neste post do À Luz da Seara, abordarei uma questão muito importante, seja qual for o seu sexo ou idade: a opressão sofrida por muitas mulheres por parte de seus maridos e o fenômeno que estamos testemunhando na atualidade.

Minha avó é uma mulher tradicional - viveu um casamento tradicional. Sem instâncias de divórcio ou independência. 

Hoje, desde alguns anos, a realidade é bem diferente.

Conheço inúmeras mulheres, algumas bem próximas, que viveram uma, duas ou até três décadas em um relacionamento afetivo pouco construtivo. Contudo, cansaram, viram a tempo de mudar o que estavam passando...

E mudaram.

É lastimável dizer que ainda hoje persistem homens que limitam abusivamente a vida de suas esposas. Tentam - e o pior é que não raramente conseguem - dominar os gostos, as vontades e os lazeres de suas esposas. 

É uma verdadeira subjugação da consciência. Em nome do ciúme possessivo, impedem amizades, fecham o círculo social em torno deles mesmos e suas tangenciais.

Ademais, com o fato de muitas vezes os homens deterem a renda total da casa, mantêm-se pela estabilidade financeira oferecida. Outro fator que, pela independência financeira das mulheres e a possibilidade da pensão alimentícia, vem sendo demolido.

Não há literalmente vítima - mas há agressor. 

O livre-arbítrio dita a nossa vida. Não pense você, espírita, que deve permanecer em um casamento porque assim foi determinado no plano espiritual. Isso não existe!

Não é por isso que você deve se casar com alguém ou manter-se numa relação. Elas são, sim, planejadas antes da vida na Terra, mas o decorrer é você e o outro que fazem.

Não permaneça em uma relação em que você é subjugado. 

Você deve cortar aquilo que lhe faz mal. Deus quer o seu progresso e sua felicidade. Existe progresso através daquilo que retrógrada e paralisa a consciência?

Jamais! Entendamos a importância do respeito, da tolerância e da amizade necessárias para a vida a dois. Sem isso, apenas estaremos tratando de mais um caso cármico, em que aumenta-se a dívida espiritual entre aquele que deve e o que sofre.

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