10 de abr de 2015

O corpo é uma prisão espiritual? Vamos nos libertar disso?

De maneira direta, é bem possível dizer, sim, que o corpo é uma prisão para o espírito. Afinal, falando em termos espirituais, estamos completamente limitados na carne. 

Os espíritos ''cabeças'' do mundo espiritual trevoso - ou inferior, se assim preferirem - temem a reencarnação muito mais que qualquer outra coisa. Reencarnar significa esquecer um universo de informações e  estar extremamente limitado, como dito acima.

Mas então por que reencarnamos? Porque precisamos! É através da vida física que conseguimos dar provas melhores a nossa evolução espiritual. Passamos por situações impossíveis de escapar e nos testamos muito mais profundamente. 

Digo nos testamos e não ''somos testados'' por uma razão: após o desencarne, não vão vir espíritos apontar os erros cometidos em vida. Imediatamente a consciência irá cumprir essa tarefa. Se acertamos, sentimos a paz de quem fez o que pode e o ânimo de continuar. Se nos dividimos entre entre muitos erros e acertos, dependerá, mas se nos entregamos muito mais à maldade e à indiferença, então a dor moral palpita no íntimo do ser.

A culpa, o remorso, batem a nossa porta aqui em vida terrena já com relativa frequência, no outro plano, então, é mais intenso esse processo. Criamos um inferno astral na própria mente e estamos sempre onde estão os nossos afins. Disso resulta o que alguns chamam de inferno, outros umbral.

Antes de reencarnamos, se temos um grau considerável de lucidez, planejamos a vida e nos programamos a cumprir várias coisas. São pessoas para acertamos conta, problemas necessários à desacomodação, os resgates cármicos, por aí em diante...

Aqui, com a consciência também reduzida dessa lucidez espiritual, nos entregamos muito mais facilmente às desarmonias de toda ordem. E isso acaba gerando mais carma, consequentemente.

Não estou querendo enlouquecê-lo ou enlouquecê-la. A perfeição não nos pertence e, se me permite um conselho, nem tente buscá-la, porque estamos tão distantes dela na atual situação que o melhor a fazer é respeitar as próprias deficiências morais e intelectuais.

O que não isenta ninguém das mudanças que a vida nos impulsiona diariamente. Sim, diariamente somos impulsionados a mudar. Às vezes mais, às vezes menos, mas somos chamados constantemente - mais no tempo das ditas crises - a nos reformarmos e valorizarmos o que temos de bom.

A roda cármica, que é a lei da da causa e efeito, ação e reação, é finalizada quando o último ceitil é pago, como disse Jesus*. Ou seja, quando nos libertamos das mazelas espirituais e mentais que carregamos, tanto na consciência quanto no passado sombrio a ser resgatado.

Estudar o Espiritismo sempre me fez ter uma seriedade com a vida. Não é porque estamos na carne, e precisamos viver às necessidades que a carne nos impele, que vamos esquecer da vida espiritual. 

E, acima disso, de praticar todo o bem que pudermos, contrariando o egoísmo que ainda possuímos. Contrariando o orgulho, plantemos a divina semente da humildade. Contrariando a acomodação, avancemos no saber libertador. O amor e a sabedoria são as duas asas dos anjos.

''Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.'' Mateus 5:26.



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