7 de dez de 2013

Fé racional e inabalável

Mesmo aqueles sinceramente com fé, ao passarem por certas provações e expiações, têm o seu momento de dúvida, confusão, perda da parte ''inabalável'' da fé, que é a certeza - sem desvio algum - da ação de um Ser Superior que rege nossas vidas,  infinitamente sábio e bom.

Ter fé e ser uma pessoa boa quando tudo está bem é fácil. Justamente quando enfrentamos problemas e dificuldades nada doces é que podemos testar o quanto acreditamos em um amanhã melhor e o entendimento de que o Pai nada faz por acaso. A revolta, o desânimo, não raramente perturbam a mente de nós, terrenos, em expiação. 

Entre as tantas metas para o objetivo primordial (evolução), há a construção de uma fé racional, porém que abrange elementos e verdades muito maiores do que o intelecto; inabalável, pois nada é capaz de afetar ou ''balançar''; libertadora, tendo em vista que retira do homem as amarras mesquinhas das convenções, mas o dando importantes responsabilidades.

Joana de Ângelis (por Divaldo Franco) cita: ''Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a VERDADE.''

Acreditar em Deus é algo consciencial, não cultural. Está em cada íntimo; os que negam é por cegueira passageira; tenhamos, portanto, a consciência que somos muito maiores do que dificuldades e obstáculos; muito maiores que superficialidades materiais; tenhamos esperança e trabalhemos, por nós mesmos e os próximos, nunca deixando de ter, na parte inacessível àquele que apenas estuda a anatomia humana, a asseveração de nosso Pai Maior.


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