30 de ago de 2015

Reflexões sobre a intolerância religiosa

Tudo em excesso faz mal. Essa afirmação, se analisada, tem uma grande verdade consigo. Até mesmo a fé, quando desmedida, possui o seu lado negativo: fanatismo. Desde tempos remotos os homens vivem em confusão pelo confronto de crenças, mas vou abordar apenas o aspecto atual.

Quando o Espiritismo foi codificado por Kardec, sofreu muitas críticas da Igreja Católica, além do próprio materialismo. Hoje, mais de um século passado, a crítica não vem mais de instituições como as Igrejas, mas das pessoas que não se enquadram na realidade atual, que é de respeito e tolerância. Ou um ensaio para isso (um dia devemos conseguir alcançar esse estado!).

Desnecessário citar números, analisemos que o Brasil tem muitos católicos, protestantes e espíritas, entre outros. Muito diferentes entre si, mas essencialmente com o mesmo objetivo. Nenhuma detém exclusivamente a verdade, pois o homem corrompe os ensinamentos do Alto na medida que intenta entende-los - a compreensão humana é limitada.

Então por que haver intolerância religiosa, como ainda vemos, mesmo em um país tão diversificado? Quando vamos parar de implicar com o que o outro pensa e acredita, a ponto de querermos mudá-lo? Será que estamos assim tão avançados para nos colocarmos com árbitros da consciência alheia?  

O indivíduo intolerante é como um homem que venda os olhos. Pode ver, mas não quer. Ao retirá-las, começará a enxergar mais. Compreendemos que a diversificação religiosa atual não é por acaso. Cada um está na Doutrina que precisa e e adequá-se.

Se você é feliz no Espiritismo, respeite quem é feliz na Umbanda, e vice-versa, valendo para quaisquer religiões no lugar das citadas. Querer mudar a filosofia do próximo é uma agressão. Uma agressão a sua consciência, que deve ser respeitada, por mais errônea que você julgue que ela esteja. 

Quanto aos que não respeitam sua religião, achando-se únicos filhos de Deus, igualmente tenhamos compreensão. As vendas que usam não serão eternas! A ignorância em que se encontram é muito mais prejudiciais a eles mesmos.

Estamos menos preconceituosos e com menos ideias velhas, fixas e ignorantes. Nossas verdades inabaláveis estão cada vez mais fracas para as trocarmos por princípios realmente verdadeiros. Para isso, a intolerância não se pode fazer presente. E a fé que deve nos mover, e que tem fé inabalável não precisa querer extinguir a fé do outro, mesmo que seja diferente.

[Postado originalmente em 20/11/13 e atualizado em 30/08/15.]

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